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9 DEC

As instalações de Rodrigo são cheias de fluidez – marca registrada de seu trabalho – e ele constrói a cada obra uma nova proposta de arquitetura volátil, sempre muito perto do sonho.
Tá, parece isso tudo parece muito abstrato. Mas, resumindo de modo simples, fica assim: para Rodrigo, o processo da experiência, principalmente com a luz, é o que conta. É o que sentimos em contato com a obra, encontro com a vivência fluida que vale. Por isso os materiais são baratos, achados ou reciclados, e ele realmente “ocupa” os espaços. O artista usa o formal para dialogar com o espiritual.
Para ele, o projeto do House veio em um momento muito especial: logo depois de passar dois anos fazendo mestrado fora do Brasil, em Londres, retornou à terrinha e já caiu nesta casa, cheia de informação vinda de todo lado. Adorando a experiência, se empolgou: “Nossa, a gente devia sair daqui e novos artistas chegarem, num contínuo. É tão bacana!”.
Se na primeira exposição Rodrigo ocupou apenas um espaço, na segunda mostrou que a inspiração da casa foi incrível. Três instalações, em três andares, mostram um pouco do universo do moço. E vale a pena passar um bom tempo olhando (e até literalmente mergulhando) em cada uma delas.
Para saber mais sobre Rodrigo, acesse o site dele aqui.
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admin
15 NOV
Desde a inauguração, o House recebe todo tipo de pessoa. E ver a maneira como reagem às obras com as quais mais se identificam é uma exposição a parte. Como esse dois casos aqui, que rolaram no mesmo lugar – a Galeria I, onde está o trabalho Stretch do Rui Gato, um artista que usa som como instrumento de trabalho.
O primeiro caso envolve um casal de visitantes, interessados e interativos com toda a exposição, até chegarem à obra do Rui. Ali, se acomodaram juntos no colchão, inicialmente numa espécie de posição de lótus e, abraçados de corpo inteiro, começaram a meditar. Foram mudando de posição, em total sintonia o som criado pelo artista:

foto por Ola Persson
Pouco depois, entrou um rapaz bem interessado por várias das obras: perguntou, olhou, refletiu, discutiu. Quando chegou à Galeria I, ficou. Voltei algumas vezes, para me assegurar de que ainda estava ali. Sentou no colchão, onde ficou tranquilamente com os olhos fechados. Saiu e entrou na Galeria II, para ver a instalação do Rodrigo Garcia Dutra. Então voltou para perguntar: “Posso entrar ali [Galeria I] de novo?”

foto por Ola Persson
Por coincidência, um tempinho antes eu havia perguntado ao Rui como ele se sentia ao ver a maneira como as pessoas reagem ao seu trabalho. A resposta foi bem direta e sem falsa modéstia. Disse que realmente tem noção da vibração que sua obra transmite.
E isso é uma coisa que agora dá pra ver, é praticamente palpável.
*Gabrielle Von Koss, uma das monitoras da exposição e aluna de design gráfico da FAAP e acredita que “Sometimes inspiration comes from crazy places”
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