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15 NOV

Entrou, sentou, ficou

Desde a inauguração, o House recebe todo tipo de pessoa. E ver a maneira como reagem às obras com as quais mais se identificam é uma exposição a parte. Como esse dois casos aqui, que rolaram no mesmo lugar – a Galeria I, onde está o trabalho Stretch do Rui Gato, um artista que usa som como instrumento de trabalho.

O primeiro caso envolve um casal de visitantes, interessados e interativos com toda a exposição, até chegarem à obra do Rui. Ali, se acomodaram juntos no colchão, inicialmente numa espécie de posição de lótus e, abraçados de corpo inteiro, começaram a meditar. Foram mudando de posição, em total sintonia o som criado pelo artista:

foto por Ola Persson

foto por Ola Persson

Pouco depois, entrou um rapaz bem interessado por várias das obras: perguntou, olhou, refletiu, discutiu. Quando chegou à Galeria I, ficou. Voltei algumas vezes, para me assegurar de que ainda estava ali. Sentou no colchão, onde ficou tranquilamente com os olhos fechados. Saiu e entrou na Galeria II, para ver a instalação do Rodrigo Garcia Dutra. Então voltou para perguntar: “Posso entrar ali [Galeria I] de novo?”

foto por Ola Persson

foto por Ola Persson

Por coincidência, um tempinho antes eu havia perguntado ao Rui como ele se sentia ao ver a maneira como as pessoas reagem ao seu trabalho. A resposta foi bem direta e sem falsa modéstia. Disse que realmente tem noção da vibração que sua obra transmite.

E isso é uma coisa que agora dá pra ver, é praticamente palpável.

*Gabrielle Von Koss, uma das monitoras da exposição e aluna de design gráfico da FAAP e acredita que “Sometimes inspiration comes from crazy places”

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12 NOV

Franz Manata dá a primeira palestra do Red Bull House of Art

O artista, curador e professor Franz Manata abre a programação de palestras do Red Bull House of Art com um bate-papo sobre estratégias de produção na arte contemporânea.

Manata vai apresentar a pluralidade e a potência de algumas práticas artísticas da atualidade, através da abordagem de suas estratégias e mercados. Artistas, grupos, instituições, empresas, ações de guerrilha e formas de ativismo serão exemplificados pelo artista.

Franz Manata é mineiro, mestre em Linguagens Visuais pela Escola de Belas Artes da UFRJ e até 2008, trabalhou no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro no departamento de curadoria. Como artista participa desde 1994 de projetos solo e coletivos no Brasil e no exterior.

A palestra tem entrada franca e rola no próximo sábado, 14/11, às 17h aqui no Red Bull House of Art.

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12 NOV

Apagão? Que apagão?

Para quem estava na festa de abertura do Red Bull House Of Art, o apagão que deixou grande parte do país no escuro foi atribuído à idade do prédio. Todo mundo achava que os fios velhinhos não aguentaram tanta carga de energia. 10 minutos depois, a luz voltou ao normal e a festa continuou de onde tinha parado. Pronto, assunto encerrado, até todo mundo perceber que aquele quarteirão era praticamente o único lugar da cidade – para dizer o mínimo – com luz.

A imagem de tudo apagado, menos a fachada do Hotel toda iluminada de gala, foi indescritível. Especialmente porque isso aconteceu na sua primeira noite de funcionamento. Um fotógrafo até quis se afastar o suficiente para registrar a cena geral, mas não foi louco de se meter naquele breu, sozinho com uma câmera na mão, no meio do centro da cidade.

De qualquer forma, essa foto aqui já transmite bem a ideia do que rolou.

apagão por Lost Art

apagão por Lost Art

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12 NOV

Welcome to Hotel Central

A escolha da sede do Red Bull House of Art não podia ter sido mais apropriada. O Hotel Central no Vale do Anhangabaú, coração da cidade, continua charmoso, apesar de desativado e um tanto decadente. Mas é aquela coisa “decadence avec elegance”, sabe? Para receber o projeto, o hotel sofreu modificações mínimas. E a idéia era essa mesmo: manter ao máximo as características originais do lugar.

Ele foi construído em 1918, a partir de um projeto que saiu da prancheta do arquiteto Ramos de Azevedo, o mesmo do Teatro Municipal, da Pinacoteca do Estado e de outras pérolas arquitetônicas da cidade – públicas e residenciais – a partir do final do século XIX. Em outras palavras, não havia um “gran-fino” em São Paulo naquela época que não quisesse morar sob sua assinatura.

fachada do Hotel Central

fachada do Hotel Central

Mas aí, o centro da cidade decaiu e levou o hotel junto. Anos e anos de descaso transformaram aquela região num lugar onde ninguém em sã consciência gostaria de se perder à noite.

A boa notícia é que agora, graças aos projetos da prefeitura, a região está sendo revitalizada. E os lugares incríveis que ficam por ali, também.