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2 DEC

Dois amores, por Gabi von Koss

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Encontrei El Bocho “fazendo arte” no quintalzinho. Simples, mas genial. Tratava-se de uma pequena história de amor. Peguei a arte em processo, enquanto ele soprava delicadamente a gota de tinta que escorria pela parede, ao encontro da outra. Ficamos observando a gotinha traçar sua rota pela parede texturizada, quando de repente desviou-se. El Bocho falou: “Pois é, o amor é difícil”.

Achei uma analogia linda. E me peguei desenvolvendo o assunto do amor no trabalho do Bocho. Lá, sempre vemos algo de decepção. Não quero contestar, contrariar, nem pedir justificativas para o trabalho dele, que acho muito bom. Mas quis achar soluções pra desilusão.

E, nessa história de pensar no trabalho dele e decepção, acabei me voltando para o amor romântico apenas. Me vi concordando o amor não é fácil. Até que resolvi ampliar um pouco a palavra e seus significados… Lembrei-me de que, na realidade, temos muitos tipos de amor, como aqueles menos dramáticos e mais relaxados – porque trazem conforto.

Desse pensamento todo, saiu a minha “releitura” da obra de Bocho.

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26 NOV

Zanderizando (com Vitor)

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Pedimos para os monitores escolherem a obra de que mais gostaram e produzir um trabalho inspirado, uma releitura, algo artístico que dialogasse com o que viram. O primeiro a apresentar foi o Vitor, que Zanderizou seu quarto.

Nas palavras dele:

Escolhi a obra do Zander Blom entre todas não só por questões plásticas. Eu poderia ter ficado em dúvida entre mais duas ou três obras… Foi mais por ser um trabalho com o qual eu me identifico, em especial pela forma de expressão direta: cabeça – pincel – papel.

Para mim, é um trabalho que carrega a expressão do artista e vai além de qualquer outro parâmetro que se leve em conta para fazer uma obra. Pensei, então, que talvez a melhor maneira de entender esse trabalho, ou de dar a minha visão, seria recriando-o… Foi o que fiz em meu quarto: remodelei a obra seguindo os mesmos ˜padrões˜ e o que eu penso ter sido o processo de criação de Zander.

A obra é totalmente aberta e liberta, certas partes até acabam tendo um ar de desabafo… Acho que a própria arte é isso mesmo: expressão pura, o famoso “colocar pra fora”, seja lá qual a técnica que você use para isso…

O tema também me interessa muito. Do mesmo jeito que ele trata o assunto de ser um artista em uma residência, em um país novo e no momento em que está, eu reproduzi a obra como um estudante com pretensão de um dia ser um desses artistas.
É a expressão disso e da vida corrida e dividida entre estudo/trabalho/lazer e as bizarrices que aparecem no nosso cotidiano.

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24 NOV

TE QUERO

Atenção! Atenção! Um intervalo em nossas transmissões para repassarmos o convite super especial de Alessandra:

A artista Alessandra Cestac procura, em caráter de URGÊNCIA, voluntários para participar de seu projeto artístico.

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Alessandra Cestac

A artista e performer Alessandra Cestac diz ao público sua intenção: TE QUERO.

Um convite para atravessar uma barreira sempre difícil: envolver o público na criação de uma experiência artística, uma participação desprovida de preconceitos.

Durante 3 dias, Alessandra Cestac guiará voluntários, por cômodos do Hotel Central, construção datada de 1918, projetada por Ramos de Azevedo, onde está instalada a Red Bull House of Art.

Nesses cômodos, os voluntários conhecerão um pouco do universo onírico da artista e poderão perceber mais claramente os conceitos envolvidos em seu trabalho.

Trata-se de uma visita ao corpo, um convite para que compartilhem fragilidades.

Os voluntários participarão de uma das sessões de fotos e vídeos, que serão realizadas nos dias:

27 de novembro – das 10 às 14h
28 de novembro – das 10 às 14h e das 15 às 21h
29 de novembro – das 15 às 21h

Na visita, em um encontro com a artista, o participante poderá opinar sobre a situação que lhe será apresentada, e será convidado a mostrar um pouco da sua intimidade, ficando nu, na presença da artista, em um espaço privado, porém mediado por câmeras.

Nada será feito sem a concordância do voluntário – o respeito à intimidade é uma das premissas de TE QUERO.

Caso o participante autorize, as fotos e vídeos realizados nesse processo poderão compor a mostra final de TE QUERO, a ser inaugurada dia 05 de dezembro de 2009.

Para participar, envie um e-mail com seu nome completo, RG e telefone para: acaotequero@gmail.com

E, para saber um pouco mais sobre o trabalho de Alessandra, leia o perfil dela aqui.

Serviço: o RedBull House of Art fica na Av. São João, 288 – São Paulo – SP

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18 NOV

O olhar do visitante

A graça de uma exposição, ainda em uma como essa, com um punhado de artistas criando o tempo todo, é brincas com os diferentes olhares para as obras. No fundo, eles são sempre recortes motivados por experiências pessoais e inspiração. E nada melhor do que “caçar” as pessoas no momento em que são impactas pelas obras a primeira vez. E por pessoas entenda qualquer tipo de gente, afinal, o House fica no centrão.

Para fazer isso acontecer, a gente criou uma nova série, O olhar do visitante. Igor Puorro foi a primeira cobaia. A gente deu uma máquina na mão dele e pediu pra devolver um monte de imagens.

Confira na galeria o que aconteceu.

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13 NOV

Quem vai receber você no Red Bull House of Art

Seis alunos foram selecionados em universidades de São Paulo para monitorar a exposição e também ser testemunhas-participantes da experiência. Eles responderam à pergunta “Por que dez é melhor do que um?” e foram escolhidos pelos curadores do projeto. Veja quem é quem:

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Vitor Reis – Desenho Industrial – Mackenzie

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Gabrielle von Koss – Design Gráfico – FAAP

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Ruana Negri – Artes Visuais – Faculdade de Belas Artes

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Juliana Garzillo Cavalcanti – Publicidade e Propaganda  - ESPM

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Luiza Cantanhede – Publicidade e Propaganda – ESPM

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Thiago Sanchez Moraes – Produção Musical – Anhembi-  Morumbi

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13 NOV

“Nem que seja na marra, SP precisa disso.”

Thiago Sanchez, estudante de Produção Musical, e um dos monitores do Redbull House of Art, conta um pouco do que rolou ontem aqui na casa:

“No segundo dia de monitoria, percebi uma reação bem variada do público. Uns observaram em silêncio, enquanto outros compartilharam suas impressões em relação a algumas obras específicas. Uma visitante de uns 30 anos, que trabalha na região, teve reações fortes à obra de Gabriela Golder. Ela achou que o jeito como o movimento se dá na projeção, muito lentamente, causa sensação de angústia, “agonia mesmo, sabe?”. Citou  também uns aspectos das pessoas representadas na tela e a relação delas no espaço. É bom ver olhares diferentes. Outro visitante, um homem de uns 40 anos, que trabalha na Galeria do Rock, aqui do lado, expôs seus pontos de vista de modo bem sincero. Ele  percorreu todo o espaço e observou atentamente as obras. Mas, no fundo, ele teve um olhar mais direcionado à intenção do projeto do que às obras, entendendo a importância do todo da experiência. Esse homem fez alguns contrapontos em relação a outros países, que dão maior importância aos espaços para a Arte, e falou sobre a carência que sente pessoalmente de mais arte na vida. Terminou nosso papo com um discurso bem empolgado: “São Paulo precisa disto! São Paulo precisa disto! Nem que seja na marra, precisa disso!”.