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11 DEC

O quarto do “Te quero”

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Uma foto do quarto onde foi feita a sessão de fotos da Alessandra Cestac ainda vazio. É incrível observar como a presença das pessoas muda tudo. E como cada corpo também “redecora” o lugar.

Não tá entendendo nada? Vem visitar o quarto 216!

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10 DEC

Presentes do El Bocho

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El Bocho já voltou pra Berlim, mas deixou em São Paulo um monte de presentes, como essa intervenção num tapume aqui do lado do House.

Veja mais fotos da arte do alemão pelas ruas de Sampa no no site do próprio artista aqui.

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9 DEC

Zander + Bocho, por Juliana Garzillo

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Juliana Garzillo é uma das monitoras do House e se inspirou nos trabalhos de El Bocho e Zander Blom para compor a sua própria obra.

De um cor-de-rosa vivo, cor pouco usada no street art e que virou uma das cores favoritas do alemão, surgem as primeiras referências.

No mais, a menina se inspirou na temática ‘do contra’ de Zander. Para ler o que está na caixa, é necessário fazer com que um objeto de base quadrada descreva um movimento de rotação. É meio incômodo, mas necessário. Como a obra do sul-africano.

Por fora, lê-se a mensagem: “The lider of the rats is going to wake up the world”. Fica a critério de quem lê decifrar o significado. Mas a dúvida fica no ar…

E a curiosidade faz o observador tomar assumir um papel ativo e abir a caixa. Lá dentro, nova surpresa. Com um vermelho-sangue escorrendo para dentro da estrutura, a frase “Tonight we will rise” finaliza o trabalho. E a experimentação de Juliana.

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8 DEC

Grant Davis, o VJCulture

Em seu trabalho como VJ, Grant já se apresentou para audiências nada modestas. Em shows com artistas como Beck e Mary J. Blige, ele desenvolveu sua experiência com live video. Mas o moço não pára por aí: ainda organiza eventos de projeções em larga escala e edita publicações de interesse para a galera que trabalha como VJ.

A montagem da primeira exposição de Davis no House teve um monte de particularidades. Como o artista não podia estar presente acompanhando o trabalho, tudo foi produzido aqui, com a supervisão dele via Skype, e fotos e vídeos mandados para cá e para lá. E deu tudo certo!

Grant Davies

Na segunda exposição, Grant mais uma vez inova. As projeções abstratas são deixadas de lado, e ele ocupa um dos quartos do hotel com alguém em vídeo, literalmente. Não podemos contar tudo, pra não estragar o passeio de quem ainda não veio. Mas vale dizer que a estrutura das projeções é de tudo surpreendente.

E que a interatividade divertida dá vontade de ficar ali, brincando mais um pouco.

Quer saber mais sobre o VJ? Clique aqui.

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5 DEC

Terceiro Andar

Só tem uma coisa diferente do evento de abertura da segunda exposição para ela como está hoje, aberta ao público: o terceiro andar. Ontem à noite, Gabriela Golder ocupou quase todos os quartos desse andar, durante duas horas, com hóspedes fictícios.

Atores, escritores, poetas, pessoas que encarnaram personagens e leram textos de sua autoria em looping. Cada quarto foi levemente “personalizado” do jeito da pessoa/texto que estava sendo encenado. E mais: eles podiam ou não interagir com o público.

Assim, quem subia ao “andar fechado”, se deparava com palavras e ambientes distintos, cada um, ocupado a seu modo. Os textos falavam de amor, pessoas em trânsito, espaço, hotel, passado, impermanência. E foi lindo demais.

Ah, tem mais uma coisa legal. Os espaços preservaram suas características. Sujeira e infiltrações, o teto com buracos e móveis maltratados. Durante duas horas o terceiro andar foi um hotel-fantasma ocupado por fantasmas literários.

Pra quem perdeu, logo logo sobem as fotos e vídeos.

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4 DEC

A Cidade Engole o Corpo, por Luiza Cantanhede

Luiza é uma das monitoras da casa e, a nosso pedido, fez uma releitura da obra que mais a inspirou nesse período da primeira exposição. A moça se inspirou nas fotos de Alessandra Cestac, trabalho com que se identificou desde o início.

Confira aqui o resultado:

Luiza_cantanhede

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17 NOV

Regina Parra

Foto por Lost Art

Regina Parra já flertou com mais de uma linguagem artística. Começou nos palcos – ECA (USP) e no CPT de Antunes Filho – que foi quem abriu caminho para a ideia de um ator  completo, capaz de discutir filosofia, dança, cinema e artes plásticas. Seu   olhar para a pintura partiu daí. Da experiência no CPT, a paulistana voou para o Rio, onde passou um tempo estudando artes visuais na Escola do Parque Lage.

Paris foi a próxima parada, na École des Beaux Arts, e desde então a moça não parou. Artes Plásticas na FAAP e agora mestrado em Artes Visuais na Santa Marcelina fazem parte da sua constante formação.

Tudo isso serviu para compreender melhor os estilos, as técnicas, aprender mais sobre as artes contemporâneas e até mergulhar na abstração da teoria. Mesmo assim,  a noção de arte integradora, lição do primeiro mestre, Antunes Filho, é um conceito que sempre norteou seu trabalho.

No seu mais recente trabalho, Regina levou para a tela as imagens nebulosas das câmeras de segurança em locais públicos.  Refletindo sobre seu trabalho, a pintora conclui que ele carrega uma “atmosfera instável. Como se tudo ficasse permanentemente por acontecer”.
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O convite para participar do Red Bull House of Art foi muito bem recebido. Afinal,  “a possibilidade de entrar em contato com novos interlocutores e novos universos é precioso para um artista, que tem uma rotina de trabalho solitária”.

Para conferir um pouco mais do trabalho de Regina, clique aqui.

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17 NOV

Video Mapping e os AntiVJs na House

Video Mapping é uma técnica de vídeo que transforma qualquer obra arquitetônica em suporte de projeção. O artista “mapeia” a superfície, que ganha novos contornos com as projeções, os espaços se renovam. É como se o vídeo se relacionasse de modo orgânico com os elementos, dando vida a eles. De frestas, cantos a planos, cada canto é resignificado.

Achou complicado? Então olha aqui:

Já os AntiVJs, que se autodefinem como uma “visual label”, são os caras mais conhecidos no mundo por esse tipo de intervenção. E mais, eles usam várias técnicas combinadas, como live painting, light sculpture, outdoor projection, para mudar espaços e criar arte.
Ok, ok, muitas palavras em inglês… No fundo, o trabalho dos caras pode ser traduzido em uma só expressão: absurdamente impressionante. Como isto aqui:

Ah, e toda essa introdução só serviu pra contar uma coisa: amanhã eles estão aqui na House, contando um pouco do que é trabalhar com essas técnicas e impressionar tanta gente no mundo.
Serviço:
Quando: Amanhã, quarta-feira, 18 de novembro
Onde: Red Bull House of Art – Av. São João, 288
Horas: 19h
Apareçam!

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15 NOV

Como se produz uma exposição

Quando visitamos uma exposição, nunca imaginamos todo trabalho que acontece antes.  Além da curadoria do evento – responsável pela escolha das obras – existe toda a parte de produção. Pinta a parede, fura o teto, comanda equipe técnica, atende mil vezes o telefone. O possível (e quase sempre o impossível)  é feito para o evento acontecer.

Na produção do House of Art, o time encabeçado por Marcos Farinha se concentrou na produção da casa, desde meados de outubro. O primeiro passo  foi colocar a casa em ordem, cuidando da limpeza do prédio, que há tempos estava desativado. Depois disso, o foco foi a parte de cenotécnica, cuidando da parte elétrica, hidráulica e de segurança do hotel. A partir do último dia 04, com a chegada dos artistas, as atenções se voltaram para a montagem da exposição, no qual, além da parte de cenografia, os produtores auxiliaram os artistas a colocarem suas obras em pé. Artistas como El Bocho, Zander Blom e Hiraku Suzuki criaram parte de seu material exposto na própria galeria, contando sempre com todo suporte de produtoras como Andréa Armentano, Cassia Rossini e assistência de Célia Kumati.

A produção e montagem da obra do artista norte-americano Grant Davies foi um caso curioso, refletindo a onipresença que a Internet proporciona. Como o artista não pôde aterrissar em terras brasileiras durante a semana passada, toda a comunicação e montagem  de sua projeção foi realizada por meio de videochat. Davies disse que já trabalhou nesse formato online com algumas galerias e disse que ficou bastante satisfeito com o resultado aqui no House of Art.

Confira as fotos do making of da produção da exposição pelas lentes da curadora Maria Montero:

montagem da produção

Produção e Montagem da 1a exposição

Produção e Montagem da 1a exposição

Para ver mais fotos da montagem da exposição, clique aqui.

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12 NOV

Mistura Fina

Videoarte, pintura, escultura, música, intervenção urbana e outras disciplinas artísticas que nem têm nome. O Red Bull House of Art está reunindo tudo isso sob o mesmo teto, como se fosse um laboratório, para ver no que vai dar.

foto Lost Art

foto Lost Art

Durante um mês, 10 artistas vão trabalhar em quartos transformados em ateliês no Hotel Central, um charmoso hotel desativado no Vale do Anhangabaú, criando, trocando experiências e maneiras de ver e de fazer arte. Um palpitando no trabalho do outro, influenciando no resultado final.

Todo material produzido durante o projeto vai poder ser visto na galeria, com exposições abertas ao público que também pode visitar o espaço para acompanhar de perto o que acontece por aqui. Palestras de profissionais ligados à arte e visitas guiadas também vão rolar ao longo do projeto.

O bacana é vir várias vezes para perceber as mudanças que este bem -bolado criativo proporciona ao espaço e, principalmente, ao trabalho dos artistas. Que por sinal, estão super animados com a ideia.