admin

5 DEC

Terceiro Andar

Só tem uma coisa diferente do evento de abertura da segunda exposição para ela como está hoje, aberta ao público: o terceiro andar. Ontem à noite, Gabriela Golder ocupou quase todos os quartos desse andar, durante duas horas, com hóspedes fictícios.

Atores, escritores, poetas, pessoas que encarnaram personagens e leram textos de sua autoria em looping. Cada quarto foi levemente “personalizado” do jeito da pessoa/texto que estava sendo encenado. E mais: eles podiam ou não interagir com o público.

Assim, quem subia ao “andar fechado”, se deparava com palavras e ambientes distintos, cada um, ocupado a seu modo. Os textos falavam de amor, pessoas em trânsito, espaço, hotel, passado, impermanência. E foi lindo demais.

Ah, tem mais uma coisa legal. Os espaços preservaram suas características. Sujeira e infiltrações, o teto com buracos e móveis maltratados. Durante duas horas o terceiro andar foi um hotel-fantasma ocupado por fantasmas literários.

Pra quem perdeu, logo logo sobem as fotos e vídeos.

admin

4 DEC

Instituto Criar

meninos em visita

Ontem os meninos do Instituto Criar estiveram aqui, conhecendo a casa e os artistas. Visitas assim são sempre inspiradoras, principalmente pros meninos, que foram desafiados a contar eles mesmos, em vídeo, foto e texto, a visita.

Na espera!

admin

27 NOV

Palestra imperdível: Giselle Beiguelman

Sábado agora vai ter uma palestra imperdível aqui no House. A superconceituada Giselle Beiguelman fala de arte além de telas e paredes. Quer saber mais? Confira uma minibio da palestrante, com a entrevistinha que a gente preparou.

Quem é?

Giselle Beiguelman é artista e pesquisadora. Como artista, tornou-se expoente do Brasil em arte digital, ultrapassando as barreiras de local e global e conquistando reconhecimento também fora da terrinha. Sua pesquisa se debruça sobre temas como cibercultura, arte digital, internet, mobilidade e design de interface. Como pesquisadora, foi pelo viés da Semiótica e hoje dá aulas na pós em Comunicação na PUC-SP.

Do que se trata?

1. Você pode dar um “teaser” da palestra de sábado aqui no House?

A palestra vai apresentar projetos que se relacionam criticamente com o circuito de arte, seja propondo espaços alternativos de ação, seja reinventando os usos convencionais das mídias e plataformas.

2. O que você achou da proposta do House of Art, uma experiência de residência multiplataforma em São Paulo?

Acho que é uma interessante forma de pensar essa equação que me interessa tanto: a passagem do contrato ao contato.


3. Aqui temos os mais diferentes tipos de artistas, os que trabalham com suportes mais tradicionais e também com os menos tradicionais. Brincando de prever o futuro, você acredita que os artistas que vivem a experiência digital mais de perto, justamente por vivenciarem as “redes de conhecimento”, são mais permeáveis à troca direta de influências e propostas de co-criação?

Sinceramente, hoje, não há como estar fora das redes. A grande questão não é ser artista digital ou não, mas sim como transformar a condição de emergência das redes – entendendo aí redes com a situação em que a relação entre elementos variados se conjugam – de forma a propor resultados imprevistos em discurso crítico e agenciamento criativo.


4. Como você acha que a arte “virtual” converge com a “real” hoje?

A virtualidade é uma potência do real, ou seja, é uma de suas possibilidades em aberto. Nesse sentido toda arte é virtual.

5. Você é professora de Semiótica na PUC. Como a vida acadêmica – e sua abstração conceitual – se relaciona com o fazer artístico?

Não consigo separar teoria da prática. Considero que arte é uma forma de pensamento. Nesse sentido, a universidade não é um espaço teórico, mas um espaço de pensar que tem a vantagem de permitir trocas com meus pares e receber os inputs dos alunos.

Arte

Conheça aqui um pouco mais do trabalho de Giselle


Serviço:

Quando? Sábado, 28/11, 17h
Onde? RedBull House of Art – Av. São João, 288
Entrada Franca

admin

25 NOV

TOP

Essa minitemporada em Inhotim deixou todo mundo meio abobado, zonzo com tanta informação, beleza, cuidado.  Então imagine só a dificuldade que foi responder à pergunta: “qual foi sua obra preferida?”. Pois é, fizemos essa pergunta aos artistas, curadores e agregados e as respostas vieram em forma de listinhas. No entanto, “Murder of Crows”, a áudio-instalação de Janet Cardiff, estava no top 3 de todos, eu disse, TODOS os consultados.

Janet Cardiff é uma artista canadense que vive atualmente em Berlim.  Ela usa tecnologia de ponta na produção de seus trabalhos, que, na sua maioria, se utiliza de recursos de áudio para acontecer.  Produz muito,  tanto em projetos solo, quanto em colaboração com seu parceiro, George Bures Miller.

A obra que chamou tanto a atenção do grupo consiste em 98 alto-falantes espalhados por uma sala enorme, estrategicamente posicionados na altura dos ouvidos. Durante meia hora, ficamos ali sentados, ouvindo a voz de Janet  contando trechos de alguns sonhos, ou melhor,  pesadelos. Entre um trecho e outro, uma música – ora suave, ora mais intensa – nos levava mais fundo nos cenários e sensações para onde aquelas pequenas histórias nos transportavam,  enquanto, ao mesmo tempo, abria espaço para novas emoções.  Como um filme 3D, só que sem filme nem 3D.

É bem difícil descrever uma obra tão evolvente, em que a participação do espectador (ou ouvinte) é absolutamente primordial para que se encerre, feche seu ciclo de existência.  Mas, depois de vivenciar, é fácil saber por que figura nas listas de favoritos.

Aqui segue um trechinho, só para dar mais vontade.

The Murder of Crows – 2008 from Cardiff & Miller on Vimeo.

admin

24 NOV

Gringos e brazucas no museu-paisagem (ou, simplesmente, Inhotim)

.
inhotim

Inhotim é um lugar, mas também o delírio de um cara. E ainda bem que, graças às musas ou ao deus das artes que você escolher, ele teve esse delírio.

O cara, nesse caso, é Bernardo Paz, um dos mais importantes colecionadores de arte do mundo que, numa atitude de extrema generosidade, criou um parque-museu para dividir o que vem colecionando – desde meados dos 80 – com a gente.

Assim, a 60 km de BH, numa cidade com o supermineiro nome de Brumadinho, você pode encontrar um dos lugares mais impressionantes de se conhecer em terras brasilis. Com cara (e tamanho!) de parque de diversões da arte contemporânea, não dá pra ignorar o espaço que Bernardo idealizou.

Lá estão cerca de 450 obras, percorrendo as mais variadas linguagens, os mais diferentes suportes, que impressionam até o mais desavisado dos mortais. E estão também os jardins projetados por Burle Marx, a natureza com suas composições e tintas absurdas e as paisagens mineiras. E que paisagens!

Toda essa introdução foi para falar que os artistas do House passaram o último final de semana lá. E pareciam crianças ricas no dia de Natal. Com montes de brinquedos novos, não sabiam nem pra onde olhar.
No decorrer da semana, com calma e do jeito certo, vamos fazer alguns posts e subir vídeos mostrando a experiência de artistas gringos e brazucas em Inhotim.

Agora, enquanto a gente se organiza nesse mundo de material bacana, corre pra comprar as passagens e conhecer esse lugar surreal.

Site do museu: http://www.inhotim.org.br

admin

17 NOV

Video Mapping e os AntiVJs na House

Video Mapping é uma técnica de vídeo que transforma qualquer obra arquitetônica em suporte de projeção. O artista “mapeia” a superfície, que ganha novos contornos com as projeções, os espaços se renovam. É como se o vídeo se relacionasse de modo orgânico com os elementos, dando vida a eles. De frestas, cantos a planos, cada canto é resignificado.

Achou complicado? Então olha aqui:

Já os AntiVJs, que se autodefinem como uma “visual label”, são os caras mais conhecidos no mundo por esse tipo de intervenção. E mais, eles usam várias técnicas combinadas, como live painting, light sculpture, outdoor projection, para mudar espaços e criar arte.
Ok, ok, muitas palavras em inglês… No fundo, o trabalho dos caras pode ser traduzido em uma só expressão: absurdamente impressionante. Como isto aqui:

Ah, e toda essa introdução só serviu pra contar uma coisa: amanhã eles estão aqui na House, contando um pouco do que é trabalhar com essas técnicas e impressionar tanta gente no mundo.
Serviço:
Quando: Amanhã, quarta-feira, 18 de novembro
Onde: Red Bull House of Art – Av. São João, 288
Horas: 19h
Apareçam!

admin

12 NOV

Apagão? Que apagão?

Para quem estava na festa de abertura do Red Bull House Of Art, o apagão que deixou grande parte do país no escuro foi atribuído à idade do prédio. Todo mundo achava que os fios velhinhos não aguentaram tanta carga de energia. 10 minutos depois, a luz voltou ao normal e a festa continuou de onde tinha parado. Pronto, assunto encerrado, até todo mundo perceber que aquele quarteirão era praticamente o único lugar da cidade – para dizer o mínimo – com luz.

A imagem de tudo apagado, menos a fachada do Hotel toda iluminada de gala, foi indescritível. Especialmente porque isso aconteceu na sua primeira noite de funcionamento. Um fotógrafo até quis se afastar o suficiente para registrar a cena geral, mas não foi louco de se meter naquele breu, sozinho com uma câmera na mão, no meio do centro da cidade.

De qualquer forma, essa foto aqui já transmite bem a ideia do que rolou.

apagão por Lost Art

apagão por Lost Art