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18 NOV

A artista está nua: Alessandra Cestac

Não dá para ficar indiferente ao trabalho de Alessandra Cestac. Afinal, ela interfere no espaço urbano com seu próprio corpo, nu, dando novos significados ao concreto da cidade. Para a artista, a nudez é uma maneira de explorar seu corpo e sua sexualidade, além de se apropriar do local onde vive. Nas suas intervenções, corpo feminino e exposição pública travam diálogos incessantes, sejam políticos ou poéticos.

Sua relação com esse mundo começou em casa. A convivência com o pai artista plástico, a mãe estilista e a irmã diretora de teatro deram a Alessandra a certeza de que queria explorar mundos e dizer a que veio através da Arte. A única dúvida era: o balé e a fotografia? No fim, optou pela fotografia, mas explora seu corpo em contorções e recortes, como uma bailarina estática.

Ficou curioso com o trabalho da menina? Veja o vídeo abaixo, em que a artista espalha lambe-lambes pela cidade e fala um pouco mais sobre inspirações e sua relação com o espaço urbano:

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17 NOV

Regina Parra

Foto por Lost Art

Regina Parra já flertou com mais de uma linguagem artística. Começou nos palcos – ECA (USP) e no CPT de Antunes Filho – que foi quem abriu caminho para a ideia de um ator  completo, capaz de discutir filosofia, dança, cinema e artes plásticas. Seu   olhar para a pintura partiu daí. Da experiência no CPT, a paulistana voou para o Rio, onde passou um tempo estudando artes visuais na Escola do Parque Lage.

Paris foi a próxima parada, na École des Beaux Arts, e desde então a moça não parou. Artes Plásticas na FAAP e agora mestrado em Artes Visuais na Santa Marcelina fazem parte da sua constante formação.

Tudo isso serviu para compreender melhor os estilos, as técnicas, aprender mais sobre as artes contemporâneas e até mergulhar na abstração da teoria. Mesmo assim,  a noção de arte integradora, lição do primeiro mestre, Antunes Filho, é um conceito que sempre norteou seu trabalho.

No seu mais recente trabalho, Regina levou para a tela as imagens nebulosas das câmeras de segurança em locais públicos.  Refletindo sobre seu trabalho, a pintora conclui que ele carrega uma “atmosfera instável. Como se tudo ficasse permanentemente por acontecer”.
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O convite para participar do Red Bull House of Art foi muito bem recebido. Afinal,  “a possibilidade de entrar em contato com novos interlocutores e novos universos é precioso para um artista, que tem uma rotina de trabalho solitária”.

Para conferir um pouco mais do trabalho de Regina, clique aqui.

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16 NOV

El Bocho: street art alemã no House of Art

El Bocho por Lost Art

El Bocho por Lost Art

El Bocho é um dos nomes mais conhecidos das ruas de Berlim. Nome, veja bem, pois o artista evita mostrar o rosto. Mas se ninguém sabe ao certo quem é esse alemão, muitos conhecem seu trabalho. Com uma assinatura visual muito característica, na combinação de cores e traços, destacam-se trabalhos em escalas impressionantes. Em julho de 2009, por exemplo, completou a maior obra em “tape-art” já realizada no mundo, ocupando 1100m² e usando 15 mil metros de fita colorida.

O convite para o Brasil veio de uma ligação. E a resposta foi um sonoro sim. Para o artista, as imagens do País passavam por “caipirinha, futebol, essas coisas”. A realidade que mais impressionou, no entanto, foi a do dia-a-dia das ruas do centro. Meninos cheirando cola, pessoas sem qualquer perspectiva. Foi a vizinhança da casa que capturou o olhar do alemão.

A primeira exposição, que já está na galeria da House, trouxe os elementos da street art e o primeiro resultado do choque de mundos – El Bocho criou novas obras exclusivamente para o evento, dispensando o que havia trazido.

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Para a segunda exposição, uma certeza apenas: algo cuja inspiração venha diretamente das ruas, que fale a linguagem delas. El Bocho termina explicando: “Ao colocar minhas impressões em lances e situações totalmente cotidianas que acabo criando outra história”.

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15 NOV

Entrou, sentou, ficou

Desde a inauguração, o House recebe todo tipo de pessoa. E ver a maneira como reagem às obras com as quais mais se identificam é uma exposição a parte. Como esse dois casos aqui, que rolaram no mesmo lugar – a Galeria I, onde está o trabalho Stretch do Rui Gato, um artista que usa som como instrumento de trabalho.

O primeiro caso envolve um casal de visitantes, interessados e interativos com toda a exposição, até chegarem à obra do Rui. Ali, se acomodaram juntos no colchão, inicialmente numa espécie de posição de lótus e, abraçados de corpo inteiro, começaram a meditar. Foram mudando de posição, em total sintonia o som criado pelo artista:

foto por Ola Persson

foto por Ola Persson

Pouco depois, entrou um rapaz bem interessado por várias das obras: perguntou, olhou, refletiu, discutiu. Quando chegou à Galeria I, ficou. Voltei algumas vezes, para me assegurar de que ainda estava ali. Sentou no colchão, onde ficou tranquilamente com os olhos fechados. Saiu e entrou na Galeria II, para ver a instalação do Rodrigo Garcia Dutra. Então voltou para perguntar: “Posso entrar ali [Galeria I] de novo?”

foto por Ola Persson

foto por Ola Persson

Por coincidência, um tempinho antes eu havia perguntado ao Rui como ele se sentia ao ver a maneira como as pessoas reagem ao seu trabalho. A resposta foi bem direta e sem falsa modéstia. Disse que realmente tem noção da vibração que sua obra transmite.

E isso é uma coisa que agora dá pra ver, é praticamente palpável.

*Gabrielle Von Koss, uma das monitoras da exposição e aluna de design gráfico da FAAP e acredita que “Sometimes inspiration comes from crazy places”

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12 NOV

O 11º artista

Na quarta-feira aconteceu a festa de inauguração da primeira exposição aqui no Red Bull House of Art. E a primeira intervenção também. Um pixador misturou-se aos convidados, passeou por entre as obras e, chegando na última sala da galeria onde está o trabalho do sul-africano Zander Blom, escreveu frases de efeito nas paredes e até mesmo “complementou” a instalação com sua assinatura. Detalhe: ele usou pincéis e tintas do próprio artista, que estavam espalhados pela sala. “Ame seu amor” e “Odeie seu ódio” foram algumas frases que se misturaram àquela obra, também tipográfica, do Zander.

O artista resolveu incorporar ao seu trabalho as referências do pixador, que acabou sendo o 11º participante do projeto por uma noite. Ele acha que, se a pessoa foi tocada a ponto de vandalizar, alguma mudança positiva ocorreu. E bem rápido, diga-se de passagem.

foto por fore

foto por fore