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10 DEC

Presentes do El Bocho

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El Bocho já voltou pra Berlim, mas deixou em São Paulo um monte de presentes, como essa intervenção num tapume aqui do lado do House.

Veja mais fotos da arte do alemão pelas ruas de Sampa no no site do próprio artista aqui.

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9 DEC

Rodrigo Garcia Dutra e a arquitetura de luz

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As instalações de Rodrigo são cheias de fluidez – marca registrada de seu trabalho – e ele constrói a cada obra uma nova proposta de arquitetura volátil, sempre muito perto do sonho.

Tá, parece isso tudo parece muito abstrato. Mas, resumindo de modo simples, fica assim: para Rodrigo, o processo da experiência, principalmente com a luz, é o que conta. É o que sentimos em contato com a obra, encontro com a vivência fluida que vale. Por isso os materiais são baratos, achados ou reciclados, e ele realmente “ocupa” os espaços. O artista usa o formal para dialogar com o espiritual.

Para ele, o projeto do House veio em um momento muito especial: logo depois de passar dois anos fazendo mestrado fora do Brasil, em Londres, retornou à terrinha e já caiu nesta casa, cheia de informação vinda de todo lado. Adorando a experiência, se empolgou: “Nossa, a gente devia sair daqui e novos artistas chegarem, num contínuo. É tão bacana!”.

Se na primeira exposição Rodrigo ocupou apenas um espaço, na segunda mostrou que a inspiração da casa foi incrível. Três instalações, em três andares, mostram um pouco do universo do moço. E vale a pena passar um bom tempo olhando (e até literalmente mergulhando) em cada uma delas.

Para saber mais sobre Rodrigo, acesse o site dele aqui.

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8 DEC

Grant Davis, o VJCulture

Em seu trabalho como VJ, Grant já se apresentou para audiências nada modestas. Em shows com artistas como Beck e Mary J. Blige, ele desenvolveu sua experiência com live video. Mas o moço não pára por aí: ainda organiza eventos de projeções em larga escala e edita publicações de interesse para a galera que trabalha como VJ.

A montagem da primeira exposição de Davis no House teve um monte de particularidades. Como o artista não podia estar presente acompanhando o trabalho, tudo foi produzido aqui, com a supervisão dele via Skype, e fotos e vídeos mandados para cá e para lá. E deu tudo certo!

Grant Davies

Na segunda exposição, Grant mais uma vez inova. As projeções abstratas são deixadas de lado, e ele ocupa um dos quartos do hotel com alguém em vídeo, literalmente. Não podemos contar tudo, pra não estragar o passeio de quem ainda não veio. Mas vale dizer que a estrutura das projeções é de tudo surpreendente.

E que a interatividade divertida dá vontade de ficar ali, brincando mais um pouco.

Quer saber mais sobre o VJ? Clique aqui.

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3 DEC

Por dentro do processo criativo

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Fotos dos artistas criando. Confira mais na galeria aqui.

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2 DEC

Pra quem não veio: Zander na primeira exposição

Indie África from Galeria Experiência on Vimeo.

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2 DEC

Zander Blom e instalações voláteis

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Zander é um artista sul-africano. Para ele, essa relação entre local e global na arte é tema de constante discussão – e criação. Ele trabalha fundamentalmente com instalações, cujas matérias-primas podem ir dos clássicos papel e tinta a instrumentos musicais.

Sua casa serve de ateliê, laboratório e galeria. E o resultado do seu trabalho é único, pois o processo criativo do artista consiste em criar e recriar cada trabalho, registrando as etapas em fotografia.
Mas, ao contrário do que todos podem pensar, o final de seu trabalho não é uma instalação – por mais maluco que pareça. É a documentação de tudo, como em Travels of Bad, livro que traz uma série de fotos de diferentes instalações feitas no mesmo espaço. No livro, Zander essencialmente critica a maneira que as culturas exóticas foram apropriadas pelo sistema de artes visuais europeus (ditos de vanguarda) a partir do século XIX.

Na primeira exposição no House of Art, muito pelo tempo, Zander mudou sua estrutura normal de trabalho e criou uma instalação “real”. No espaço, papéis que continham os pensamentos que passaram por sua cabeça na chegada a São Paulo. Além disso, havia na sala um discman com um CD de sua autoria e, num sofá ao canto, liberou espaço para o público curtir o clima do “pingue-pongue do abismo’’.

Para a segunda exposição, a documentação de todas as instalações criadas durante a estadia no House e mais um passeio pelo “espaço original” do ateliê. Vale muito conferir.

Para saber mais sobre o moço, clique aqui.

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1 DEC

Gabriela Golder: captando mundos

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Gabriela é uma das videoartists mais criativas da Argentina. Mas hoje seu trabalho já ganhou o mundo.

Depois de estudar cinema em lugares tão diferentes como Buenos Aires, Santiago, Santiago de Compostella e Paris, voltou aos pampas e agora é curadora de Arte Vídeo e Arte Digital para o governo da Província de Buenos Aires, dá aula em faculdades e produz muito.

Gabriela já ganhou vários prêmios e trouxe para a primeira exposição do House um diálogo político com seu país natal. Na obra, imagens de TV mostrando resultados da onda de saques que ocorreu na Argentina com a crise econômica. Como roubos a lojas cresceram, os comerciantes colocaram alimentos nas ruas para as pessoas pegarem sem depredar os estabelecimentos.

Essa cena se mescla a outras duas, do mesmo período. E todos os vídeos são lentos, extremamente lentos. Muita gente que visitou a exposição teve a mesma impressão: quase angustiantes. Nas palavras da artista, a obra condensa as imagens de um projeto de reconstrução falido.

Para a segunda exposição, Gabriela traz vídeos gravados no próprio hotel, visões do deslocamento e do amor. Mas por enquanto é só isso que podemos dizer. Se quiser saber que cenas são essas, só aparecendo aqui no House… A partir de sábado.

Ah, de uma passada no site da Gabriela também. É só clicar aqui.

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28 NOV

O universo sonoro de Rui Gato

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De pequeno, Rui Gato sonhava em ser cientista maluco. Na hora de escolher o que estudar, acabou indo pra arquitetura, pois achava que ali poderia criar bons mixes entre tecnologia e arte. No entanto, o universo sonoro foi pouco a pouco suplantando o das formas, e o português se viu fisgado por completo pelo mundo dos sons.

Arte temporal é o que ele faz, na definição do próprio moço. E, no dia-a-dia, essa arte flerta tanto com a publicidade quanto com os espaços de galeria. Segundo ele, a principal diferença entre os dois tipos de trabalho é o tempo.

Na publicidade, o tempo é curto para a criação, enquanto no trabalho artístico, o timeframe é bem mais estendido, o que possibilita mais desenvolvimento de conceito e experimentação.

Para a primeira exposição, Rui trouxe uma obra chamada Stretch que consiste numa trilha sonora espacializada em sistema surround, totalmente fabricada a partir da gravação da última nota de uma corda de piano, antes de quebrar por excesso de tensão.

Na segunda exposição, mais novidades. Uma pequena pista? Brasil e chuva.

Para mergulhar nos delírios sonoros de Rui, clique aqui.

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27 NOV

Lá e cá: perfil de Claudio Bueno

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Claudio Bueno é um artista difícil de definir. Usar a palavra multimídia acaba funcionando, do jeito mais fácil. Mas ele vai além. Está preocupado com as questões de espaço e mobilidade. E não só com isso. Arte e Tecnologia, e principalmente como as duas se relacionam, estão no cerne de sua obra. Por isso, desde que chegou à casa, sua vida navega em um misto de conceito e traquitanas. Afinal, seus trabalhos atuam principalmente em torno da arte em mídias móveis, locativas, net art e interfaces físicas, eletrônicas e digitais.

Nesse campo incipiente das artes, é preciso fazer acontecer. Além das produções elaboradas, Cláudio estuda. Agora está fazendo mestrado em artes visuais na ECA-USP.

E a vida vai trazendo o resto. Depois de uma residência de três meses no LabMIS, caiu em outra: o House of Art. Para a primeira exposição da casa, trouxe uma visão de Big Brother que dialoga com seu ateliê, seu próprio trabalho. Colocou o processo de produção como obra. A traquitana mudava o canal da tevê no ateliê do artista por meio de uma ligação de celular.

Para a segunda exposição, vai trabalhar conceitos como tensão, mobilidade, centro, espaço, som. Quer um pequeno spoiler? Traga um capacete.

Se ficou curioso com o trabalho desse Professor Pardal das artes plásticas, clique aqui.

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25 NOV

Hiraku: de Indiana Jones a mestre zen do House

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Hiraku Suzuki quer aproveitar o melhor da experiência no Brasil. Por isso, não perde uma chance de ver um pouquinho mais, provar uma novidade, experimentar tudo. E, se sabia muito pouco sobre a terrinha antes de vir, agora se apaixonou e quer rodar o País inteiro.

Pra quem olha assim de longe, o japonês pequeno, de 31 anos, mais parece um mestre zen tirado do imaginário de seu país natal. Sempre calmo, absurdamente observador, já ganhou todas as mulheres da produção. “É um fofo!” é a frase que mais se ouve sobre Hiraku por aqui.

Em arte, começou desenhar cedo. Depois, influenciado por Goonies e Indiana Jones, chegou a pensar na Arqueologia como profissão. Logo, porém, percebeu que queria criar. E que o estudo de materiais e superfícies era a sua praia. No fim, fez um mix das duas vontades e inventou sua arte.

Da decisão até hoje, tem produzido muito. São mais de 30 live paintings performances, além de mostras individuais e coletivas. Hiraku trabalha com os mais diferentes materiais, como papel, fotocópias, asfalto, tampas de bueiros, entre outros.

No House, fez seu primeiro projeto na chegada, The Hole. E tem, junto com El Bocho, pintado algumas paredes da cidade.

Na viagem para Inhotim, deu mais uma de suas declarações zen-urbanas cheias de bossa. Quando perguntado sobre qual a obra favorita, soltou: “A natureza. O verde daqui é diferente do verde do  Japão, as cores são mais claras e vivas. A natureza é tão incrível que nenhuma obra de arte consegue nem chegar perto”.

Quer saber mais? Visite o site de Hiraku aqui.