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15 NOV

Entrou, sentou, ficou

Desde a inauguração, o House recebe todo tipo de pessoa. E ver a maneira como reagem às obras com as quais mais se identificam é uma exposição a parte. Como esse dois casos aqui, que rolaram no mesmo lugar – a Galeria I, onde está o trabalho Stretch do Rui Gato, um artista que usa som como instrumento de trabalho.

O primeiro caso envolve um casal de visitantes, interessados e interativos com toda a exposição, até chegarem à obra do Rui. Ali, se acomodaram juntos no colchão, inicialmente numa espécie de posição de lótus e, abraçados de corpo inteiro, começaram a meditar. Foram mudando de posição, em total sintonia o som criado pelo artista:

foto por Ola Persson

foto por Ola Persson

Pouco depois, entrou um rapaz bem interessado por várias das obras: perguntou, olhou, refletiu, discutiu. Quando chegou à Galeria I, ficou. Voltei algumas vezes, para me assegurar de que ainda estava ali. Sentou no colchão, onde ficou tranquilamente com os olhos fechados. Saiu e entrou na Galeria II, para ver a instalação do Rodrigo Garcia Dutra. Então voltou para perguntar: “Posso entrar ali [Galeria I] de novo?”

foto por Ola Persson

foto por Ola Persson

Por coincidência, um tempinho antes eu havia perguntado ao Rui como ele se sentia ao ver a maneira como as pessoas reagem ao seu trabalho. A resposta foi bem direta e sem falsa modéstia. Disse que realmente tem noção da vibração que sua obra transmite.

E isso é uma coisa que agora dá pra ver, é praticamente palpável.

*Gabrielle Von Koss, uma das monitoras da exposição e aluna de design gráfico da FAAP e acredita que “Sometimes inspiration comes from crazy places”

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